cronologia ilustrada
Banquete no Clube Comercial, à Rua Líbero Badaró, 12 de fevereiro de 1945, em homenagem a seis estudantes que se destacaram nas lutas democráticas, entre eles Germinal Feijó (ao fundo, sentado, com a mão no queixo, que lê o discurso redigido por uma comissão). A ocasião, em meio à Segunda Guerra Mundial, apresentou-se como pretexto para um ato público de repúdio ao Estado Novo e ao fascismo, reunindo escritores, artistas, advogados, prefeitos do interior, estudantes de Faculdade, gente de formação política diversa, que integrava a Frente de Resistência, logo depois cindida entre socialistas (UDS) e liberais (UDN). Na mesa do fundo, ao centro, Arnaldo Pedroso d’Horta, à sua direita Mário de Andrade, Geraldo Ferraz, Rivadavia de Mendonça; em frente a eles, Francisco Rebolo Gonsales, Clóvis Graciano, Arthur Neves e Herculano Cruz; na mesa central, de frente, Frederico Viotti, Hilde Weber, Paulo Emílio Salles Gomes, Paulo Zingg, Oswald de Andrade, Aloysio Álvares Cruz, Cláudio Abramo, Saulo Antunes, Oswald de Andrade Filho (Nonê) e José Augusto Pereira de Queiróz; de costas, Edgar Carone, Maxim Tolstoi Carone, Guida Camargo Carone e Roberto de Abreu Sodré. Este foi o último ato público de que participou Mário de Andrade, falecido 13 dias depois, em 25 de fevereiro de 1945. Sócio fundador da Associação Brasileira de Escritores, é delegado paulista ao 1º Congresso da ABDE, São Paulo, 1945, no qual surgiu a Declaração de Princípios que ajudou a derrubar a ditadura de Getúlio Vargas. Em 1945 integra a Esquerda Democrática, que dá origem ao Partido Socialista Brasileiro. Dirige, com Antonio Candido, a partir de 1947, o jornal Folha Socialista, boletim interno do partido. Participa do 1º Congresso Paulista de Escritores, Limeira, 1946, e integra a delegação paulista ao 2º Congresso da ABDE, Belo Horizonte, 1947.
1949-50
Começa a pintar e desenhar, como autodidata, tendo frequentado durante três meses o ateliê de Di Cavalcanti, fazendo desenhos do natural. Na Praia Grande, no amplo jardim da casa que seu irmão Oscar Pedroso Horta adquire à beira do mar, pinta paisagens e produz inúmeros desenhos com motivos inspirados na vegetação. Publica artigos sobre a questão da criação artística em O Estado de S. Paulo, série que teria sequência em 1956. O conjunto desses artigos seria novamente publicado em 1958, no Jornal do Brasil.


















1956
Realiza projeto de mesas com tampo de cerâmica (3 desenhos diferentes), execução da Cerâmica Alabarda.




1914
No dia 5 de dezembro, em São Paulo, nasce Arnaldo, o sexto dos oito filhos de Agostinho Schwenck d’Horta e Izolina Pedroso d’Horta.


1928-40
Cursa o Ginásio de São Bento e a Escola Normal da Capital. Enquanto estudante foi professor particular, funcionário público e militante político.




1931
Em 1931, aos dezesseis anos de idade, inicia-se no jornalismo, colaborando, como jornalista profissional e escritor, ao longo da vida, no Correio da Tarde, Jornal de Santo Amaro, A Idéia, Correio de São Paulo, Folha da Manhã, O Estado de S. Paulo, Folha da Noite, Correio Paulistano, Rádio Cultura, Rádio Tupi, Rádio América, Hoje: O Mundo em letra de forma, Vanguarda Socialista (Rio de Janeiro), Folha Socialista, Diário da Noite, Folha Vespertina (Belém), revista Anhembi, Revista Acadêmica (Rio de Janeiro), revista Diretrizes (Rio de Janeiro), Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), Correio do Povo (Porto Alegre), Boletim Bibliográfico Brasileiro, O Dia (Curitiba), revista Casa e Jardim, revista Senhor, entre outras publicações. Em 1937 diploma-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Participa da Editorial Pax, da Editora Unitas, da revista Problemas – da qual é um dos fundadores em 1938 –, da agência United Press International e da Dominus Editora. Em 1940 casa-se com Rachel Bueno de Camargo Pereira. O casal tem os filhos Luis e Vera. Nos últimos anos de vida era jornalista contratado de O Estado de S. Paulo e colaborador do Jornal da Tarde, com matérias sobre política e crítica de arte.



1941-48
Exerce a advocacia até 1941. Primeiros artigos sobre arte publicados nos jornais Folha da Manhã e O Estado de S. Paulo. Ingressa na agência Inter-Americana de Publicidade, do Rio de Janeiro, ficando responsável pela sucursal paulista.






1945
Em 1945 cria em São Paulo o Escritório de Serviços de Imprensa, que faz ampla divulgação de escritores nacionais e estrangeiros por todo o Brasil.























1951
Apresenta-se publicamente pela primeira vez como artista plástico no 1º Salão Paulista de Arte Moderna.
1952
Viaja à Itália, indo à 30ª Fiera Internationale di Milano, como representante da Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo e enviado do jornal O Estado de S. Paulo. Segue para Cannes, como delegado da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, para divulgar o filme Tico-Tico no fubá, no 5º Festival International du Film. Inicia colaboração na revista Anhembi, com artigos sobre arte, filosofia e política.
1954
Em julho, desce com Paulo Vanzolini a Serra do Mar, andando por 50 km pelo interior da mata até Boracéia. Realiza o painel Indústria (tinta a óleo sobre aglomerado de madeira, 2,5 x 7,0 m), para a Exposição de História do IV Centenário da Cidade de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Desenha a capa e contracapa do álbum do Ballet IV Centenário.
1955
Realiza painel em cerâmica para residência particular em São Paulo e para o Edifício Paquetá, na praia de Pitangueiras, no Guarujá, execução da Cerâmica Alabarda. É autor do projeto vencedor para capa do catálogo da 3ª Bienal de São Paulo.
1957
Ilustra “Os mortos do sobrado”, de Emílio Moura, e “Imagem curta (Bailaora Andaluza)”, de João Cabral de Melo Neto, entre outros trabalhos publicados neste e nos dois anos seguintes no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo.
1958
Realiza painel de azulejos cerâmicos (3,70 x 9 m) em residência particular no bairro do Morumbi, em São Paulo. Ilustra “Imitação da Água” de João Cabral de Melo Neto, no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo.
1959
Ilustra “Borrão de Epitáfio” de Lêdo Ivo, no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo.
1960
Desenha estampa de tecido com motivos de semente de café, usado em modelo do costureiro Dener, para a coleção Café da Rhodia. Paralelamente às colaborações habituais para O Estado de S. Paulo, começa a assinar uma seção quinzenal, aos domingos, intitulada “Letras políticas estrangeiras”, em que comenta textos sobre política internacional. Recebe, no 9º Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM, o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro.
1961
Em julho viaja à Europa, em gozo do prêmio de viagem, visitando diversos países.












No porto de Santos,despedida dos amigos a Arnaldo, que partia para a Europa por dois anos, julho 1961.
Fotos: Fernando Lemos, 1961
1963
Em fevereiro retorna ao Brasil. Em junho vai ao México por dois meses, realizando uma série de reportagens políticas para O Estado de S. Paulo. Xilogravuras suas com motivos do mar ilustram a capa e os poemas da Oda Maritima, de Fernando Pessoa, edição Ecuador 0º 0’ 0’’, Revista de Poesia Universal, México (versão castelhana de Francisco Cervantes). Participa ativamente da reorganização do Museu de Arte Moderna de São Paulo, após a instituição ter sido extinta em assembleia polêmica, que doava o acervo à Universidade de São Paulo. É indicado, por vários períodos, diretor do MAM de São Paulo e membro de sua Comissão Artística.
1964
Desenha a capa e contracapa da História Natural de Organismos Aquáticos do Brasil, organização de Paulo Emílio Vanzolini, edição Fapesp, São Paulo. Em maio, viaja ao Chile, produzindo matérias políticas para O Estado de S. Paulo.
1965
Ilustra “Soneto dos Cinquent’anos” de Odylo Costa Filho, no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo.
1966
Ao lado das reportagens e artigos sobre política internacional para O Estado de S. Paulo, a partir de janeiro desse ano, e durante dois anos, colabora como crítico de arte no Jornal da Tarde.


1967
Desenha capa do Manual de coleta e preparação de animais terrestres e de água doce, de P. E. Vanzolini e Nelson Papavero (org.), edição Depto. de Zoologia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.
1968
Desenha a capa e contracapa do Índice dos Topônimos contidos na Carta do Brasil do IBGE, de P. E. Vanzolini e N. Papavero, edição Fapesp, São Paulo.
1969-70
Realiza, com patrocínio da FAPESP, pesquisa sobre "A revolta estudantil e a reforma universitária", ouvindo quarenta professores universitários. Ilustra, com dois desenhos da série Pássaros, o poema “Paysage”, de Dieter Hoffmann, em Humboldt (ano 9, 1969, nº. 19). Voltava a pintar a óleo.


1971
Retoma atividade regular como crítico de arte em O Estado de S. Paulo. Continua a escrever sobre política internacional para esse jornal e sobre política nacional para o Jornal da Tarde, onde também publica crônicas. Escreve a apresentação “Um grupo de artífices”, para o álbum Grupo do Santa Helena – gravuras, Collectio Edição.
1973
Além de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, colabora em Argumento: Revista Mensal de Cultura, enviando artigo sobre a Bienal, que seria publicado no nº. 3, de janeiro do ano seguinte. Em 19 de dezembro é vítima de atropelamento, em consequência do qual vem a falecer no dia 29 desse mês.






