Exposições individuais

1914
No dia 5 de dezembro, em São Paulo, nasce Arnaldo, o sexto dos oito filhos de Agostinho Schwenck d’Horta e Izolina Pedroso d’Horta.

1928-40
Cursa o Ginásio de São Bento e a Escola Normal da Capital. Enquanto estudante foi professor particular, funcionário público e militante político.

Banquete no Clube Comercial, à Rua Líbero Badaró, 12 de fevereiro de 1945, em homenagem a seis estudantes que se destacaram nas lutas democráticas, entre eles Germinal Feijó (ao fundo, sentado, com a mão no queixo, que lê o discurso redigido por uma comissão). A ocasião, em meio à Segunda Guerra Mundial, apresentou-se como pretexto para um ato público de repúdio ao Estado Novo e ao fascismo, reunindo escritores, artistas, advogados, prefeitos do interior, estudantes de Faculdade, gente de formação política diversa, que integrava a Frente de Resistência, logo depois cindida entre socialistas (UDS) e liberais (UDN). Na mesa do fundo, ao centro, Arnaldo Pedroso d’Horta, à sua direita Mário de Andrade, Geraldo Ferraz, Rivadavia de Mendonça; em frente a eles, Francisco Rebolo Gonsales, Clóvis Graciano, Arthur Neves e Herculano Cruz; na mesa central, de frente, Frederico Viotti, Hilde Weber, Paulo Emílio Salles Gomes, Paulo Zingg, Oswald de Andrade, Aloysio Álvares Cruz, Cláudio Abramo, Saulo Antunes, Oswald de Andrade Filho (Nonê) e José Augusto Pereira de Queiróz; de costas, Edgar Carone, Maxim Tolstoi Carone, Guida Camargo Carone e Roberto de Abreu Sodré. Este foi o último ato público de que participou Mário de Andrade, falecido 13 dias depois, em 25 de fevereiro de 1945. Sócio fundador da Associação Brasileira de Escritores, é delegado paulista ao 1º Congresso da ABDE, São Paulo, 1945, no qual surgiu a Declaração de Princípios que ajudou a derrubar a ditadura de Getúlio Vargas. Em 1945 integra a Esquerda Democrática, que dá origem ao Partido Socialista Brasileiro. Dirige, com Antonio Candido, a partir de 1947, o jornal Folha Socialista, boletim interno do partido. Participa do 1º Congresso Paulista de Escritores, Limeira, 1946, e integra a delegação paulista ao 2º Congresso da ABDE, Belo Horizonte, 1947.

1931
Em 1931, aos dezesseis anos de idade, inicia-se no jornalismo, colaborando, como jornalista profissional e escritor, ao longo da vida, no Correio da Tarde, Jornal de Santo Amaro, A Idéia, Correio de São Paulo, Folha da Manhã, O Estado de S. Paulo, Folha da Noite, Correio Paulistano, Rádio Cultura, Rádio Tupi, Rádio América, Hoje: O Mundo em letra de forma, Vanguarda Socialista (Rio de Janeiro), Folha Socialista, Diário da Noite, Folha Vespertina (Belém), revista Anhembi, Revista Acadêmica (Rio de Janeiro), revista Diretrizes (Rio de Janeiro), Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), Correio do Povo (Porto Alegre), Boletim Bibliográfico Brasileiro, O Dia (Curitiba), revista Casa e Jardim, revista Senhor, entre outras publicações. Em 1937 diploma-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Participa da Editorial Pax, da Editora Unitas, da revista Problemas – da qual é um dos fundadores em 1938 –, da agência United Press International e da Dominus Editora. Em 1940 casa-se com Rachel Bueno de Camargo Pereira. O casal tem os filhos Luis e Vera. Nos últimos anos de vida era jornalista contratado de O Estado de S. Paulo e colaborador do Jornal da Tarde, com matérias sobre política e crítica de arte.

1941-48
Exerce a advocacia até 1941. Primeiros artigos sobre arte publicados nos jornais Folha da Manhã e O Estado de S. Paulo. Ingressa na agência Inter-Americana de Publicidade, do Rio de Janeiro, ficando responsável pela sucursal paulista.

1945
Em 1945 cria em São Paulo o Escritório de Serviços de Imprensa, que faz ampla divulgação de escritores nacionais e estrangeiros por todo o Brasil.